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  • NUCLEP NA MÍDIA: Ministro manda mensagem para indústrias que se sentem afastadas do setor de óleo&gás e promete um Cluster Nuclear

    Reprodução: Petronotícias
    Estamos chegando hoje (12) ao fim do projeto Perspetivas 2021. Mas estamos fechando com chave de ouro, trazendo uma participação especial do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, um destaque positivo do governo do Presidente  Bolsonaro. Com uma área bastante significativa para geração de empregos no Brasil, o ministério de Bento Albuquerque precisou implementar algumas políticas de emergência, que não estavam planejadas antes da Pandemia. Na verdade, uma repetição de várias outras ações do próprio governo e também da iniciativa privada. Pessoas em casa trabalhando, cuidados especiais com a saúde, até que a situação estivesse um pouco melhor. Para 2021, as perspectivas para se ampliar os investimentos e os negócios são muito melhores.
    O Ministro prevê a criação de um Cluster na área de geração de nuclear no país, que certamente criará milhares de empregos ao longo dos próximos anos. Tanto no setor de energia, quanto na medicina nuclear, com a construção do Reator Multipropósito Brasileiro. Haverá expansão também no setor de defesa, com o programa do submarino nuclear brasileiro. Ele também vê boas perspectivas, especialmente para o setor de gás e mineração, com um destaque para o Nióbio, depois do acordo feito com o Japão e anunciado ontem. No setor de petróleo e gás, o ministro defende a venda de algumas empresas da Petrobrás, mas manda uma mensagem de otimismo para as empresas brasileiras que foram ignoradas nas contratações de obras pela estatal, em detrimento de empresas no exterior, especialmente na Ásia.
    O Ministro busca dar boas notícias a essas empresas que reclamam, com razão, desse abandono, que está resultando no desestímulo de muitas e no fechamento de outras tantas no setor naval e de óleo e gás. A grave consequência é o atraso no desenvolvimento dessas companhias em função da falta de prática. Há casos, como o FPSO de Mero 3, em que houve zero de conteúdo local, por exemplo. A expectativa é que o esforço que o Ministro traz para o mercado, revelando e reforçando essas informações, possa ser entendido pela direção da Petrobrás, muitas vezes claudicante, como um alerta para o que está acontecendo na realidade da cadeia de fornecedores para a indústria de óleo e gás no Brasil. Uma política não de protecionismo, mas de desenvolvimento – da qual parece estar divorciado o presidente da Companhia, Roberto Castello Branco. É um pedido de socorro estridente. Vamos então à entrevista do Ministro Bento Albuquerque:
    1 – Como o Senhor e a sua Pasta enfrentaram os desafios de 2020 com a pandemia apanhando a economia em pleno voo de subida?
    – Enfrentamos os desafios com método e processo, definindo Comitês Setoriais para recepção, avaliação, tratamento e respostas às demandas. Em decorrência, medidas essenciais foram adotadas, para proteger a saúde dos Servidores, Colaboradores e Parceiros – em relação aos quais, mais uma vez, pudemos contar com o profissionalismo, resiliência e comprometimento – bem como para salvaguardar as atividades desenvolvidas pelos Setores de Minas e Energia, dentre as quais, podemos destacar:
     – classificação dos serviços vinculados ao Ministério como essenciais;
    – isenção do pagamento de tarifa para consumidores de baixa renda, beneficiando cerca de 10 milhões de famílias;
    – operação de crédito, para oferecer liquidez ao Segmento de Energia Elétrica (R$ 15,3 bilhões);
    – atenuação dos reajustes tarifários;
    – articulação, para assegurar o suprimento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em todo o País;
    – digitalização dos Processos Minerários e a preservação da Cadeia Mineral, para fins de exploração, produção, beneficiamento e comercialização.
     Reconhecendo a necessidade de atuar, em paralelo, para a retomada da economia, o Ministério, também, centrou esforços nas seguintes principais ações:
    – aprovação do PL do risco hidrológico (GSF), enaltecendo a relevância da atuação do Congresso Nacional;
    – aceleração do Programa de Modernização do Setor Elétrico, a partir da MP 998/2020, reconhecendo a importância do PLS 232/2016;
    – replanejamento dos leilões de energia elétrica, petróleo, gás e mineração;
    – priorização do Novo Mercado de Gás, como elemento de alavancagem da economia (expectativa de R$ 74 bilhões e criação de mais de 33 mil empregos nos próximos 10 anos);
    – acompanhamento da Agenda de Desinvestimentos da Petrobrás, decorrente das decisões emanadas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE);
    – desenvolvimento do Programa Mineração e Desenvolvimento (PMD), com destaque, para o avanço da mineração em novas áreas.
    Dessa forma, com atenções voltadas para as respostas à pandemia; e para a retomada da economia, o Ministério de Minas e Energia, conforme apontam os principais indicadores setoriais, contribuiu e contribui para a recuperação do desenvolvimento econômico; prosperidade; e bem-estar social, demandas que a Sociedade almeja e tanto merece.
    2 – Quais são as perspectivas que a cadeia nuclear de energia poderá ter para 2021, inclusive o Setor da Energia?
    – A nossa Política é fomentar a criação de um “cluster” nuclear, para a formação de uma cadeia produtiva com empresas privadas e Institutos, permitindo-nos aumentar a participação da Energia Nuclear em nossa Matriz Energética que, segundo o Plano Nacional de Energia – 2050 (PNE), poderá alcançar, adicionalmente, 10GW.  
    – a conclusão da regulamentação da Autoridade Regulatória Nuclear;
    – a retomada da produção de urânio no País, após 5 anos; o reinício das obras de Angra 3; bem como a extensão da vida útil de Angra 1 por mais 20 anos de operação.
     Por considerar bastante oportuna esta ocasião, não poderia deixar de suscitar algumas reflexões: baseadas nos princípios do desenvolvimento sustentável, as mais recentes análises – incluindo as do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU) e as da AIE (Agência Internacional de Energia) – não conseguem prever qualquer conjuntura para os próximos 30 anos sem que haja uma significativa participação da Fonte Nuclear, para atender as demandas de geração de energia de base, concentrada e em larga escala, de modo que, ao lado das demais renováveis, atenda às necessidades da Transição Energética para a descarbonização da economia. A alternativa seria exaurir os combustíveis fósseis, aumentando, brutalmente, a emissão dos Gases de Efeito Estufa; e negar as aspirações de melhoria da qualidade de vida das futuras gerações;
    – a utilização da Energia Nuclear, muitas vezes, desperta debates acalorados, motivo pelo qual, temos estabelecido um diálogo objetivo, “desarmado” e transparente, com o Mercado e com todos os Segmentos da Sociedade;
    – o País não pode e não abrirá mão das suas raras e valiosas vantagens competitivas no Cenário Internacional:
    * a existência de grandes recursos de urânio em nosso território;
    * o domínio da tecnologia e do Ciclo Completo do Combustível Nuclear;
    * o conhecimento e a experiência acumulados, desde a década de 80, na concepção, construção e operação de Usinas Nucleares.
    3 – Qual é a mensagem para o Setor de Petróleo e Gás? O que dizer para a cadeia de fornecedores brasileiros que se vê meio que afastado das encomendas da Petrobrás que opta por fazer grande parte de suas encomendas no exterior?
    – A minha mensagem para o Setor de Petróleo e Gás é que estamos desenvolvendo, com afinco, Projetos e Medidas Estruturantes, como o Novo Mercado de Gás; o Abastece Brasil; o Programa para Aprimoramento das Licitações de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural (BidSIM); e o Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE). Essas medidas caminham em paralelo com as ações de enfrentamento à crise desencadeada pela Pandemia de COVID-19, alinhavadas por meio do Comitê criado pelo Ministério.  Importa destacar que os sinais de Retomada Econômica já são bem visíveis:
    – a demanda de gás natural já retornou aos patamares pré-crise e a produção nacional aproxima-se das máximas históricas;
    – o Setor de Combustíveis, que sentiu, principalmente nos meses de março e abril, uma retração no consumo, experimenta recuperação, no que concerne à demanda de diesel, gasolina e etanol;
    – o segundo Ciclo da Oferta Permanente de áreas para exploração contou com 7 empresas ofertantes, arremate de 17 blocos, 55% de ágio e um total de bônus de mais de R$ 30 milhões, com expectativa de investimentos da ordem de R$ 157 milhões;
    – o Programa de Desinvestimento da Petrobrás continua em pleno desenvolvimento, sendo que, em 2020, foram concluídas as vendas de campos de produção em terra e em mar, nas bacias de Campos, Potiguar e Recôncavo. Outras oportunidades continuam sendo anunciadas ao Mercado. No Setor de Gás Natural, foi concluída a alienação da participação da empresa nos gasodutos de transporte das Regiões Norte e Nordeste. Ademais, encontram-se em andamento outros Processos de Desinvestimentos em transporte e distribuição, aumentando a desverticalização no Setor;
    – no Segmento de Refino de Petróleo, dois dos oito ativos em alienação encontram-se em negociações avançadas;
    – mesmo considerando os impactos causados pela crise, estima-se que, nos próximos 10 anos, sejam investidos R$ 1,9 tri (Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 – PDE) na indústria nacional de exploração e produção de petróleo e gás natural, com a consequente arrecadação de tributos e geração de milhares de empregos. Com tais investimentos, a produção de petróleo do País deve saltar dos atuais 3,5 milhões de barris por dia para cerca de 5,5 milhões em 2030. O Brasil estará entre os cinco maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. Considerando os efeitos positivos do Novo Mercado de Gás, a nossa produção de gás natural crescerá 160% no horizonte decenal e a demanda em mais 50%.
    Continuaremos engajados na implementação de ações que visem à manutenção e melhoria de um Ambiente propício ao pleno desenvolvimento da Indústria de Petróleo e Gás Natural em nosso País. O ano de 2021 será de muitas oportunidades, como: a conclusão do BidSIM; a continuidade do REATE; o desenvolvimento de um novo Programa, voltado para a revitalização de campos maduros marítimos e melhoria das condições de economicidade de acumulações marginais, o Programa PROMAR; a realização do Leilão dos Excedentes da Cessão Onerosa – áreas de Sépia e Atapu; a realização do terceiro Ciclo da Oferta Permanente; e a realização da 17a Rodada de Licitações no modelo de concessão. Teremos, ainda, a continuidade da implementação dos compromissos assumidos pela Petrobrás no Termo de Compromisso de Cessação de Prática para o Setor de Gás Natural e para o Segmento de Refino de Petróleo, firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Em breve, poderemos usufruir dos benefícios de um Novo Mercado de Gás Natural em pleno funcionamento e de um Novo Cenário Downstream. Nesse sentido, Mercados estarão mais abertos, dinâmicos, competitivos e com maior pluralidade de Agentes, garantindo, para o consumidor brasileiro, produtos com melhores condições de oferta, qualidade e preço.
    4 – Como estão os Setores de Energia Renovável, eólica e solar, para 2021?
    – O Brasil é referência no mundo em capacidade e produção de Energia a partir de fontes limpas e renováveis. A contribuição crescente das fontes eólica e solar na Matriz Elétrica permitiu que alcançassem 23,2 GW, cerca de 13% da capacidade instalada no País. Para 2021, conforme acompanhamento do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE, a expectativa é de que entre em operação mais de 4,5 GW de capacidade instalada em usinas de fontes eólica e solar, representando cerca de 64% do total previsto para o próximo ano.
    Esse montante está distribuído em 129 empreendimentos, os quais representam mais de R$ 6,5 bilhões de investimento em 8 Estados da Federação. Nessa expansão, destaca-se a Região Nordeste que, sozinha, responde por cerca de 94% do total de MW a ser adicionado ao Sistema Nacional, evidenciando a vocação da Região para as fontes renováveis. Ademais, para o ano de 2021, estão previstos Leilões de Energia Nova (LEN) (A-3 e A-4) em abril; e (A-5 e A-6) em setembro, com a finalidade de contratar energia para o Mercado Regulado, que devem contar fortemente com a participação das fontes renováveis, a exemplo do que tem acontecido nos últimos anos.
    Cabe ressaltar a contribuição da Geração Distribuída (GD) na expansão da Matriz Elétrica brasileira, a qual tem apresentado crescimento expressivo nos últimos tempos; e, também, a participação de fontes renováveis, em especial da fonte solar, que representa mais de 95% dos cerca de 4.200 MW instalados até novembro de 2020. Como podemos notar, os avanços da inserção das fontes renováveis devem continuar ocorrendo no ano de 2021, principalmente, em razão da redução dos custos das novas tecnologias, que as torna mais competitivas; bem como das iniciativas que isentam de impostos a internalização de equipamentos de geração de energia solar e criam as debêntures verdes.
    5 – O Brasil comprará energia eólica offshore?
    – Do ponto de vista de planejamento, a eólica offshore foi considerada no Plano Decenal de Energia – PDE 2030, publicado pelo Ministério, como uma das fontes candidatas à expansão. Para tanto, estimou-se a sua contribuição energética e os seus custos. Porém, a offshore não se mostrou, ainda, competitiva frente às demais nesse horizonte temporal. No entanto, vale ressaltar que tal resultado não impede o desenvolvimento da fonte, dado o caráter indicativo do Plano.  A eólica offshore, também, é considerada no Plano Nacional de Energia – PNE 2050, publicado na segunda quinzena de dezembro. Nesse Plano de longo prazo, destaca-se o grande potencial dessa fonte na costa brasileira.
    Por oportuno, destacamos que o PDE 2030 e a documentação de apoio ao PNE 2050 estão disponíveis no Site do Ministério de Minas e Energia. Importa destacar que, no início de 2020, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério, publicou o “Roadmap Eólica Offshore Brasil”, no qual foram apontados os principais desafios para a inserção dessa fonte no País. Dentre esses desafios, há questões legais e regulatórias a serem definidas, como, por exemplo:
    – o modelo de seleção de interessados, para a autorização de exploração do espaço marítimo;
    – os estudos necessários para a adequada análise de impactos ambientais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem avançado bastante neste aspecto;
    –  a identificação das Instituições a serem consultadas para a implantação de um Projeto, como a Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Ibama e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), dentre outras.
    Além dos desafios legais e regulatórios, há aqueles relacionados à tecnologia; ao mapeamento mais preciso do recurso; à adaptação da indústria e dos portos; além da competitividade frente às diversas outras fontes disponíveis. O Roadmap traz mais detalhes sobre esses temas e aponta algumas ações destinadas a enfrentar tais dificuldades, com o objetivo de diminuir os riscos associados à inserção da eólica offshore.
    Atualmente, não há Projetos em operação, apenas em desenvolvimento. Alguns empreendedores já requereram outorga de seus projetos à Aneel, havendo 7 Projetos em fase de licenciamento ambiental junto ao Ibama. Atualmente, o Ministério de Minas e Energia vem debatendo com diversas Instituições, no sentido de buscar superar os desafios para essa fonte; e de traçar um “framework” para o Setor. Em face a todo o exposto, a compra da energia proveniente de empreendimentos eólicos offshore vai depender da maturação da tecnologia no Mercado e, também, da queda dos seus custos.
    6 – O que o Senhor espera na sua Pasta para o Setor de Mineração, em especial o urânio?
    – A Agenda do Governo Federal para a Mineração está bem definida. Foi lançado, em setembro de 2020, o Programa Mineração e Desenvolvimento, visando ao crescimento quantitativo e qualitativo, com diretrizes de eficiência, governança e compromisso socioambiental. No que diz respeito ao urânio, assim como para outros minerais estratégicos, temos Políticas para o fortalecimento de ações de geologia; regulação; e desenvolvimento tecnológico. No âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB), vem sendo avaliada a conveniência da flexibilização para a realização da pesquisa e da lavra de minérios nucleares, também por empresas privadas.
    Será ampliado o aproveitamento racional de jazidas com minerais radioativos associados. Como exemplo exitoso dessa possibilidade de extração conjunta é a exploração do fosfato em Santa Quitéria/CE, que contém urânio – a empresa privada usufrui do fosfato; e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), do urânio. Ainda, nesse contexto, no dia 1º de dezembro, após 5 anos, foi retomada a produção de urânio na Unidade da INB, em Caetité/BA, com o início da lavra a céu aberto em uma nova área, a Mina do Engenho. A expectativa é que sejam produzidas 260 toneladas de concentrado de urânio por ano, quando a Mina atingir a sua capacidade plena, o que deverá ocorrer em 2022.
    A entrada em operação da Mina do Engenho, juntamente com a de Santa Quitéria/CE – atualmente em fase de licenciamento e com previsão para produção de 1.600 toneladas por ano – colocará o País dentre os maiores produtores de urânio no mundo. O Governo Federal tem priorizado as ações para a alavancagem da produção de minerais de interesse estratégico, como é o caso do urânio, cujas reservas, atualmente, colocam-nos dentre as 10 maiores do mundo, demonstrando, de forma inequívoca, o seu interesse e empenho em consolidar a proposta de tornar o País autossuficiente e, ainda, um exportador de yellowcake, considerando que já detemos toda a tecnologia do chamado Ciclo do Urânio.
    7 – O Presidente sempre defendeu a exploração do Nióbio.  O que há de novo para exploração, venda e uso do Nióbio?
    – O Brasil é o maior detentor das reservas mundiais de Nióbio – com mais de 85% – assim como da sua produção e do mercado mundial, com quase 90% em 2019,  tornando o insumo um dos principais da pauta de exportação do País, com um total de US$ 2,28 bilhões em 2019. Para a sua Cadeia, além da ampliação do conhecimento geológico, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), outras metas do Plano Mineração e Desenvolvimento encontram-se em andamento, como as relacionadas à pesquisa tecnológica; à inovação e à agregação de valor aos bens minerais produzidos.
    O Nióbio já possui expressiva utilização na indústria metalúrgica, sendo importante componente para a produção de ligas metálicas de alta resistência e flexibilidade, utilizadas, por exemplo, nas indústrias automobilística, aeronáutica, aeroespacial e naval; e em grandes e complexas obras da construção civil.  O Governo Federal tem acompanhado, de perto, o trabalho inovador desenvolvido pelas empresas brasileiras deste Segmento na corrida para testar e validar baterias para carros elétricos. A previsão é que, a partir de 2023, haverá um incremento substancial nas vendas anuais de Nióbio, aumentando, significativamente, a sua dimensão no mercado brasileiro, contribuindo, enormemente, para o desenvolvimento econômico e social do País.

  • NUCLEP NA MÍDIA: Nuclep cruza ano de 2020 realizando obras e com boas perspectivas de crescimento para o ano que vem

    Reprodução: Petronotícias
    E o convidado especial desta quarta-feira (30) do Perspectivas 2021 é o Almirante Carlos Seixas, Presidente da NUCLEP, a maior caldeiraria pesada do Brasil, que está fazendo um grande trabalho desde que assumiu a empresa. Buscou negócios internacionais, quando o mercado brasileiro patinou durante a crise da Lava Jato, quando os negócios simplesmente desapareceram, principalmente no segmento de petróleo e gás. A empresa buscou alternativas em novos negócios, acelerou na participação da construção de peças e especiais para o setor nuclear e avançou no projeto de construção dos novos submarinos brasileiros, o Prosub.  Como todas as empresas, a NUCLEP também foi impactada pela pandemia, mas agiu rápido para preservar a integridade de seu corpo de funcionários. As perspectivas para o ano que, são otimistas, como revela o Almirante Seixas. Vamos às suas respostas:
    1- Como o senhor e a sua empresa enfrentaram este ano difícil quando a Pandemia pegou a economia brasileira em pleno de subida?
    – Mesmo com as adversidades impostas pela pandemia, mantivemos nossos contratos e produção com muita seriedade e comprometimento. Hoje estamos em meio à construção do Bloco 40 do Labgene, entregamos 6 dos 8 acumuladores de Angra 3 e também iniciamos a entrega dos condensadores da Usina. Modernizamos o maior torno vertical da América do Sul, o que nos permitirá participar de maiores e mais projetos. Estamos finalizando a torre de DEA que será entregue para REGAP, em Betim, Minas Gerais, em janeiro de 2021. 
    2- E quais são as Perspectivas para o próximo ano?
    O importante é a gente falar que são excelentes as perspectivas que esperamos pro próximo ano. Desde o final de 2019 preparamos  a empresa, para se tornar também uma Linha de Produção de Torres de Transmissão de Energia. Recentemente tivemos nossas Torres aprovadas e certificadas em testes e já recebemos as cinco máquinas italianas que permitirão a celeridade da produção com previsão de triplicarmos a nossa demanda mensal. Acreditamos que esse seja o grande pulo para melhorar o fluxo financeiro da empresa.  Com isso a gente realmente vai dar um grande salto financeiro em direção a perenidade.
    Também temos a expectativa da assinatura do contrato junto à Marinha para a confecção da sessão de qualificação do Submarino de Propulsão Nuclear. E temos, também, a expectativa de sermos vencedores, juntamente com outras empresas, para a construção do Navio Polar, que vai requerer um casco com uma espessura diferenciada, e a NUCLEP é a empresa qualificada para confeccionar esse casco. Então, 2021 promete ser um ano positivo e  de grandes perspectivas para a Nuclebrás Equipamentos Pesados.

  • NUCLEP RECEBE NOVA TURMA DE APRENDIZES EM MECÂNICA DE MANUTENÇÃO

    A NUCLEP recebeu nesta segunda-feira (4) aprendizes da turma 2020 de Mecânica de Manutenção. Esta turma composta por 20 alunos, esteve em instrução teórica online durante o ano passado e hoje inicia a etapa de treinamento e avaliação prática.
     
    A cerimônia foi conduzida pela Gerência de Planejamento, Controle e Treinamento e contou com a presença da Gerência de Produção e Gerência de Manutenção e Utilidades. Além deles, os alunos foram apresentados ao corpo de instrutores, auxiliares e demais funcionários do Centro de Treinamento Técnico (CTT), que será seu principal setor de convívio.
     
    Segundo o Gerente-Geral de Produção, José Bomfim, as expectativas são as melhores possíveis. “É uma grande satisfação recebê-los. Nós esperamos que eles tenham um período de muito aprendizado na NUCLEP, essa experiência é ótima para a carreira deles”.
     
    De acordo com o Técnico Industrial da Assistência de Apoio de Manutenção Mecânica (IPM-AAMM), Alexandre Coelho, a expectativa é que eles consigam adquirir o máximo de conhecimento possível, aproveitando esse período de aprendizagem.
     

  • Feliz Natal

    A NUCLEP deseja a todos e suas famílias, Boas Festas e um 2021 de muitas realizações e felicidade.

  • NUCLEP NA MÍDIA: Bolsonaro em Itaguaí lança mais um ao mar.

    Reprodução: Jornal Atual
    VISITA PRESIDENCIAL A Marinha do Brasil antecipou para essa sexta-feira (11) as comemorações do Dia do Marinheiro (13), com uma série de eventos no Complexo Naval de Itaguaí, no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). O presidente da República, Jair Bolsonaro, comandou as cerimônias, das quais participaram diversas autoridades civis e militares, do Brasil, da França e dos Estados Unidos, dentre outras nações.
    O principal momento da festividade foi o lançamento ao mar do submarino Humaitá, o segundo de série de cinco que estão sendo construídos em Itaguaí. A embarcação, que vai operar sob o comando do capitão de corveta Martin Bezerra de Moraes Júnior, foi batizada por Adelaide Chaves Azevedo e Silva, esposa do ministro da Defesa, Fernando Azevedo. Coube, em seguida, ao presidente Bolsonaro acionar o comando que iniciou o lançamento ao mar do submarino Humaitá. 
    O evento serviu também para que a Marinha do Brasil apresentasse todas as etapas do Prosub, incluindo as operações desenvolvidas no Centro Tecnológico da Marinha, em São Paulo, onde é desenvolvida a tecnologia nuclear que vai garantir a propulsão do submarino Álvaro Alberto, num impressionante avanço da indústria naval brasileira no que se refere ao domínio dessa etapa do projeto iniciado em 2008 e considerado o maior investimento atual do país na área de defesa.
    Outra parte da cerimônia, também protagonizada pelo presidente Bolsonaro, foi a integração final das seções do submarino Tonelero, momento emblemático que contou com a participação de um representante da tripulação da embarcação e de um integrante equipe da Itaguaí Construções Navais (ICN), celebrando a importância da parceria da indústria da defesa nacional e a Marinha do Brasil. 
    A cerimônia incluiu ainda registros do estágio atual de montagem do Angostura (S-43), o quarto submarino do Prosub, e dos avanços no desenvolvimento do protótipo da planta de propulsão do Álvaro Alberto (SN-BR), o primeiro submarino convencional brasileiro com propulsão nuclear e cujo lançamento está previsto para o final da década de 2020. Celebrando a data mantiveram-se fundeados nas mediações do Complexo Naval de Itaguaí o submarino nuclear USS Vermont, da Marinha dos Estados Unidos, o navio doca multipropósito “Bahia”, a corveta “Barroso” e o submarino “Tupi”, da Marinha do Brasil.
    Autoridades destacam avanços do Prosub
    Primeiro a falar, o presidente da ICN, André Portalis, falou sobre a estrutura montada pela empresa, numa área de 140 mil metros quadrados, que abriga meios industriais e tecnológicos, operados por uma equipe de mais de três mil pessoas, plenamente qualificadas e altamente treinadas. Para ele, o evento marcou o avanço da tecnologia brasileira no setor naval de defesa. “O melhor da tecnologia francesa passou a virar hoje tecnologia brasileira”, disse ele, dizendo-se grato a todos os que contribuíram para o programa Prosub. Falando sobre o futuro, Portalis acentuou que o Complexo Naval de Itaguaí vai exercer um papel estratégico no desenvolvimento da política industrial de defesa, com novas linhas de produtos e serviços, primeiramente na manutenção dos submarinos e de outras embarcações e, depois, na construção de navios de superfície, fortalecendo a parceria entre o Brasil e a França.  
    Comandante da Marinha, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior falou sobre a importância do Prosub para a proteção da Amazônia Azul, mar territorial brasileiro  por onde passa a quase totalidade do comércio para o exterior e das comunicações nacionais, abrigando ainda riquezas naturais, minerais e a produção pesqueira. 
    Já o presidente Bolsonaro classificou o Prosub como um projeto que robustece o poder naval brasileiro, contribuindo para o fortalecimento da estrutura nacional de defesa. Segundo ele, a iniciativa revela a capacidade do país de projetar, construir e operar submarinos de última geração, por meio de um programa abrangente e audacioso, que gera milhares de empregos e dinamiza a economia. 
     

  • NUCLEP NA MÍDIA: No Rio, Bolsonaro participa de batismo de submarino

    Reprodução: O Fluminense

    Cerimônia no Complexo Naval de Itaguaí marcou Dia do Marinheiro, celebrado em 13 de dezembro

    O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou ontem (11) do batismo e do lançamento ao mar do submarino Humaitá (S-41) e da união das seções do submarino Tonelerio (S-42), em cerimônia que marcou as comemorações do Dia do Marinheiro. “A reconhecida excelência do que aqui foi mostrado traz a convicção do êxito dessa empreitada e revela a capacidade do nosso país em projetar, construir e lançar submarinos de última geração, por meio de um programa abrangente e audacioso que gera milhares de empregos e enaltece nossa economia”, observou o presidente a solenidade, que ocorreu no complexo naval de Itaguaí.

    O Humaitá é o segundo da classe, fruto da cooperação tecnológica com a França, que já lançou ao mar o submarino Riachuelo, que está em fase de testes finais, com previsão de ser entregue para operação à Marinha em 2021, quando estará armado e pronto para cumprir suas missões. 

    No total, estão planejados quatro submarinos do tipo convencional, movidos à bateria, recarregadas por motor diesel. O Toneleiro, terceiro da série, tem previsão de lançamento em dezembro de 2021, seguido pelo último convencional, o Angostura, planejado para ser lançado em dezembro de 2022.

    Investimento - O valor total  estimado pela Marinha para os quatro submarinos convencionais é de 100 milhões de euros, o equivalente a cerca R$ 630 milhões, em câmbio atual. Os quatro somados equivalem ao mesmo valor orçado para o submarino movido por energia nuclear, também 100 milhões de euros.

    Capacidade - Os submarinos convencionais têm uma capacidade operativa de até 80 dias no mar, podendo ficar submersos por até cinco dias, sem necessidade de vir à tona para influxo de ar aos  motores a diesel, o que garante um grande raio de ação, podendo ir sem paradas, por exemplo, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. 

    Propulsão nuclear - Futuramente, seguindo o planejamento atual, o Brasil contará com um submarino com propulsão nuclear, em 2033, batizado de Álvaro Alberto, em homenagem ao almirante
    que foi um dos grandes incentivadores do programa nuclear da Marinha. O início da construção do submarino nuclear está previsto para o segundo semestre de 2022. O submarino nuclear poderá ficar submerso por um tempo muito maior que os convencionais, pois não precisa vir à tona para alimentar seu sistema de propulsão, que não depende de ar.

    O contra-almirante André Martins, gerente de Infraestrutura Industrial do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), destacou que é fundamental ao Brasil resguardar a faixa da Amazônia Azul, por onde passa a maior parte do comércio marítimo nacional e onde estão localizadas as principais jazidas de petróleo do país.

    “O Prosub está alcançando a etapa de lançamento de seu segundo submarino ao mar. Com isso, nós estamos cumprindo marcos do Prosub, com intenção de chegarmos ao nosso submarino nuclear brasileiro. Permitirá a renovação dos nossos submarinos, de modos a termos navios modernos, projetados com a presença de brasileiros e já operando em nossas águas nacionais”, disse o contra-almirante. 

    Ainda segundo o militar, somente dez países em todo o mundo, incluindo o Brasil, fabricam submarinos convencionais. E apenas cinco países, atualmente, produzem submarinos nucleares, time ao qual o país irá se juntar dentro de mais alguns anos:

    “nossos submarinos contribuem com a defesa nacional, permitindo que o Brasil preserve suas riquezas e seu mar territorial”.

     

    No total, estão planejados quatro submarinos do tipo convencional.

  • Setor de Compras e Serviços da NUCLEP se destaca com artigo do Administrador Leonardo Ribeiro, em site renomado

    Na última sexta-feira (4), o administrador do setor de Compras e Serviços da NUCLEP (AC-LI), Leonardo Ribeiro, destacou sua eficiência e conhecimento com a publicação do seu artigo sobre a Lei Geral de Licitações e Contratos (Projeto de Lei nº 1.292 de 1995) no site Sollicita, portal referência nas áreas de administração e direito econômico. A proposta aborda e sugere mudanças na legislação atual, buscando adaptá-la à realidade de hoje, já que foi instituída no final da década de 90.
     
    O artigo, composto a partir da experiência adquirido há anos na área, especialmente na NUCLEP, é motivo de orgulho para toda empresa. De acordo com o Gerente Geral de Compras e Serviços, CMG/IM Fernando de Jesus Coutinho, o empenho de Leonardo é uma inspiração deve servir de exemplo para todos. “Temos muito a ganhar partindo desse princípio. Eu diria ser um motivo de orgulho para a NUCLEP ter um funcionário com uma qualificação dessas, capaz de produzir um artigo de interesse no âmbito nacional”, afirmou.
     
    Segundo Leonardo, ele é grato pela oportunidade e realizado com a qualificação. “Isso me ajudou a executar esse projeto. Meu cotidiano e mais as capacitações que a NUCLEP me oferecem também ajudaram muito”, celebrou.
     
    No artigo, o administrador partiu da própria impressão de como certos obstáculos da antiga lei não estariam sendo solucionados neste novo PL e, assim, buscou elaborar um material apontando como a burocracia e os processos contratuais poderiam ser aperfeiçoados, aspirando um melhor mecanismo para realização de licitações.
     
    “É uma realização muito grande, estou satisfeito comigo mesmo, pois sempre desejei publicar um artigo.
    Esse processo demandou muita dedicação e esforço. Espero que possa deixar um bom legado”, finalizou Leonardo.
     
    Na foto, o Gerente Geral de Compras e Serviços, CMG/IM Fernando Jesus Coutinho,
    e o administrador do setor, Leonardo Ribeiro.
     
    Link de acesso ao Artigo do Portal Sollicita:
    https://sollicita.com.br/Noticia/?p_idNoticia=17138&n=nova-lei-geral-de-licita%C3%A7%C3%B5es

  • NUCLEP NA MÍDIA: Marinha se prepara para colocar primeiro submarino do Prosub em operação

    Reprodução: Veja Primeiro submarino construído pela Marinha no programa Prosub, o Riachuelo vai entrar em operação regular no início do ano. O segundo, Humaitá, será lançado para testes no dia 11, quando Jair Bolsonaro participará da cerimônia de batismo e lançamento ao mar. O terceiro submarino, o Tonelero, entrou na fase de montagem das partes.

  • NUCLEP RECEBE VISITA DA AUSTRÍACA MEESA

    Buscando estreitar laços e acertar possíveis parcerias, a NUCLEP recepcionou na terça-feira (1) a visita da MEESA Engineering, vinda da Áustria.

    A empresa europeia é especializada em regulamentação, inspeção de certificados e presta consultoria e planejamento de projetos nas áreas de Energia, Processo Fabril e Nuclear.

    A visita da comitiva da MEESA, composta pelos Diretores Geral, Eng. Christian Bechyne e Técnico, Eng. Roland Hintringer, abordou uma potencial parceria internacional de fornecimento de insumos para o projeto do Bloco 40. Eventualmente, essa relação pode otimizar a aquisição de materiais, imprimindo qualidade no desenvolvimento. O encontro demonstrou a boa impressão que as duas empresas transmitem para o mercado, já que as referências e certificações apontam a reconhecida qualidade de ambas.

    A reunião foi composta pela presença do Diretor Administrativo, C. Alte (RM1) Oscar Moreira da Silva Filho, dos Gerentes Gerais: Marcelo Perillo, da Presidência; CMG José Barreiros, de Materiais; Cézar França, de Fabricação e Supervisão e também de representantes do setor comercial da NUCLEP.

    De acordo com o Gerente Geral de Materiais, CMG José Barreiros, a visita foi importante para abrir as fronteiras e expandir os negócios da NUCLEP. “Esperamos que eles possam se tornar um possível parceiro, cotador de preços, e que – eventualmente – venham nos abrir um maior panorama de fornecedores, contribuindo para a redução de custos, agregando valores e abrindo portas no mercado”, disse.

  • NUCLEP NA MÍDIA: S-41 Humaitá pronto para ser lançado

    Reprodução: Defesanet
     
    Também o S-42 Tonelero terá o fechamento da estrutura.
    “Um projeto (PROSUB) que com certeza levará a Marinha do Brasil a outro nível, tanto em nossa região continental como a nível mundial.” 
    Foi necessário criar uma estrutura que permitisse efetuar a construção e obter a capacitação necessária para nós, brasileiros, continuarmos em nosso projeto a fim de atingir o nosso objetivo principal, o submarino nuclear brasileiro. Com isso foi criada a Itaguaí Construções Navais (ICN).
    Esse arrasto tecnológico que é propiciado com a formação de uma empresa com esse porte, não só em número de funcionários, mas na capacitação necessária desses funcionários, faz com que a empresa precise de uma nacionalização de nossos equipamentos, de pessoal e transferência de tecnologia.” São as palavras do Contra-almirante André Martins, gerente de Infraestrutura Industrial. 
    O submarino S-41 Humaitá será lançado ao mar, no dia 11 de Dezembro de 2020 para dar início aos testes. O S-BR2 ou S41 é um submarino convencional, tipo Scorpène, movido à Diesel e eletricidade. Pode chegar a 400 m de profundidade e tem 80 dias de autonomia. 
     
    O submarino S-40 Riachuelo deverá ser incorporado ao meio operativo da frota naval brasileira em 2021 (previsão abril). No mesmo ano, anterior a entrega do S-BR1, a Base Naval concluirá a obra do Estaleiro de Manutenção.
     
    Os submarinos (S-BR/convencionais) possuem cerca de 71.6 m de extensão e 1870 toneladas. O diferencial é possuir paiol de mantimentos, tanques de OC e acomodações, com capacidade para 35 tripulantes. 
     
    Fases de construção de submarinos convencionais: 
     
     1-  O início da construção é na UFEM (Unidade de fabricação de Estruturas Metálicas) e moduloa transportados para o estaleiro;

    2 - Estaleiro de construção (seções unidas, cascos e corpo do submarino finalizados, outros itens que não entram com o casco aberto são embarcados no navio);

    3 - No Estaleiro de construção é levado ao mar através de um elevador de navios (ship-lift), que lança o submarino no mar.

    4. A partir daí, iniciasse os testes.

    5. Com o passar dos testes, deslocasse para a base de submarinos e passa a ser apoiado por ela, onde permanecerá até o fim dos testes.

    6. Após a entrega ao meio operativo para poder operar como um submarino de guerra.
     
    A partir daí, iniciam os testes. 
     
    Grandes etapas de testes:
    1 - Imersão estática:
    2 - Imersão dinâmica, e,
    3 - Imersão em grande profundidade.
     
    Outras Informações:

    • A UFEM possui 96 mil m² em área total. 57 mil m² em área construida e 45 edificações.

    • A NUCLEP produz todos os segmentos do casco, que foram entregues em tempo hábil para os submarinos até o momento. No SN-BR a NUCLEP produzirá também o reator do LABGENE e em 2021 iniciará a qualificação do Submarino Nuclear.
    Transferência do S-BR2 S-41 Humaitá das instalações da NUCLEP para o estaleiro ICN. Foto NUCLEP

    •  Em comprimento, o tipo S-BR possui 5 metros a mais que o tipo Scorpène.

    • A autoridade de projeto dos submarinos convencionais é da empresa francesa Naval Group. Diferente do SN-BR, que a autoridade do projeto é da Marinha do Brasil e todos os envolvidos no desenvolvimento desse submarino.

    Previsões de lançamento ao mar dos submarinos:
     
    - SBR-1 (S. Riachuelo) Dezembro de 2018;
    - SBR-2 (S. Humaitá) Dezembro de 2020;
    - SBR-3 (S. Tonelero) Dezembro de 2021, e,
    - SBR-4 (S. Angostura) Dezembro de 2022.
     
    Previsões Riachuelo

    • Previsão de imersão em grande profundidade do Riachuelo é em dezembro de 2020;

    • Lançamento de armas em abril de 2021 (etapa que deve ser cumprida para o navio estar apto a operar;

    • Entrega ao meio operativo meados de 2021.

    Previsões Humaitá

    • Cerimônia de Integração final do Humaitá (seções unidas) - outubro de 2019;

    • Lançamento ao mar – dezembro de 2020;

    • Entrega para o meio operativo - março 2022.

    Previsões Tonelero

    • Cerimônia de Integração final do Humaitá (seções unidas) - dezembro de 2020;

    • Lançamento ao mar – dezembro de 2021.

    Previsão Angostura

    • Cerimônia de Integração final do Humaitá (seções unidas) - dezembro de 2021

    O submarino agrega 1 milhão de componentes. A complexidade tecnológica dele é enorme, logo, apesar de ser um grau muito grande de dificuldade, dá a oportunidade de capacitação aos brasileiros.

    Hoje, o projeto prevê o submarino convencional com propulsão nuclear com um comprimento de 108m, diâmetro de 10m e uma tripulação de 88 militares.
    Está previsto para os submarinos convencionais um torpedo Francês. Está dentro do Prosub e as primeiras unidades estão a caminho.

    Diferença entre nuclear e propulsão nuclear

    • É importante tornar claro que no Brasil se usa a energia nuclear apenas para fins pacíficos. O Brasil é participante do tratado de não proliferação de armas nucleares, tudo isso faz com que o SN-BR seja de grande importância ressaltar que o Brasil não está produzindo armamento nuclear. Está, sim, produzindo um submarino convencional com propulsão nuclear.

    Previsões SN-BR

    • Concepção foi encerrado em 2013 / 2014;

    • Projeto base em meados de 2017;

    • A fase entre o projeto base e o detalhamento de todos os equipamentos que serão incluídos, a negociação contratual com todas as empresas que forneceram equipamentos, produziram itens será feito em 2021/2022;

    • Logo em seguida a construção;

    • Previsão do SN-BR pronto é 2033;

    • Autoridade do projeto é a Marinha do Brasil;

    • Terá o apoio da França em uma determinada parte do submarino, mas não serão os atores principais;

    • No auge do projeto terá cerca de 600 projetistas;

    • No submarino com um todo terá a parte não nuclear e a que produz energia nuclear, o que fará a propulsão;

    • A Marinha divide o projeto em dois: o PROSUB (encarregado da arte não nuclear) e o Programa Nuclear da Marinha (produzirá o Reator). A integração dos dois programas será coordenado pela COGESN - Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear;
     
    • Cascos do submarino será totalmente novo, ainda mais devido a propulsão;
    • Data de prontificação: 2033. Início do projeto 2012 e o início da construção no final de 2022.
    Comparação da produção de submarinos brasileiros com outros países:
    • Americano: 10 a 15 anos
    • Inglês: 18 anos
    • Russo: 8 a 19 anos
    • Francês: 22 anos
     
    Hoje a Marinha do Brasil já possui capacidade para projetar um submarino.
    Importante destacar a nacionalização dos equipamentos produzidos.

    Custo de produção para os quatro submarinos convencionais: 100 milhões de euros.

    Custo de produção para submarino com propulsão nuclear: cerca de 100 milhões de euros.

    A Marinha do Brasil busca atender as necessidades brasileiras em cada detalhe do submarino.
     

     
     

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