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  • Um novo horizonte - Projeto da NUCLEP com o Senac Campo Grande gera emprego

    "Um turbilhão de emoções tomou conta de mim no momento em que soube do meu resultado de desempenho em sala de aula e da oportunidade de contratação". A alegria de Aline do Carmo Guimarães, de 35 anos, moradora de Nova Iguaçu, é o resultado de um projeto da empresa Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) que, junto com o Senac Campo Grande, na Zona Oeste, ofereceu o curso gratuito Assistente Administrativo, dentro do programa Senac de Gratuidade (PSG), de dezembro de 2019 a maio deste ano.
    O projeto Extramuros, da Nuclep, situada em Itaguaí, tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento das comunidades do entorno, promovendo iniciativas nas áreas de educação profissional, geração de emprego, renda e outras ações voltadas para a promoção da cidadania. Aline, que estava desempregada, agora tem mais motivos para sorrir. Por ter se destacado ao longo do curso, ganhou a oportunidade de trabalhar na empresa Prática Gourmet, que atua na gestão de restaurantes em empresas e indústrias, e presta serviços para a Nuclep há cerca de dois anos.
    "Ter a oportunidade de participar do Extramuros foi a experiência mais incrível da minha vida, aprendi muito nesse período de seis meses. Certamente foi um diferencial enorme podermos aprender todo o conteúdo disponibilizado pelo Senac, que nos ensina de forma prática como se estivéssemos em um ambiente de trabalho e dentro de uma empresa do padrão da Nuclep", afirma Aline, que se destacou em sala de aula e começará a trabalhar depois da quarentena. Além dela, outro aluno que teve bom rendimento será contratado após a pandemia.
    De acordo com Manoel Lopes Neto, técnico industrial da Nuclep e coordenador do projeto Extramuros, a empresa também pretende oferecer vagas futuramente a outros estudantes que se destacaram entre os formandos. "Este curso se deve à união da Nuclep e do Senac RJ, por meio de seus projetos sociais Extramuros e PSG. Sinto orgulho por ver que as dificuldades desses alunos foram superadas com alegria, dedicação e muito comprometimento. Acredito que essa formação possa ser um degrau para levá-los ao topo de suas vidas profissionais", disse.
     
    Formação sólida
    Com duração aproximada de quatro meses, o curso Assistente Administrativo foi ministrado na empresa Nuclep, em Itaguaí, com aprendizado prático de instrutora do Senac Campo Grande. O foco foi o desenvolvimento das competências profissionais para atuação em atividades de apoio administrativo de uma organização. As aulas ensinaram a atuar como apoio operacional em diversas áreas, controlando a rotina administrativa, de pessoal, e a movimentação de bens patrimoniais, produtos e serviços. A formatura aconteceu na última terça-feira (27/5). Na quarentena, a transição para aulas virtuais foi bem tranquila e sem nenhum prejuízo ao conteúdo.
    Educação de qualidade
    O Programa Senac de Gratuidade oferece cursos de educação profissional a pessoas de baixa renda em busca oportunidades no mercado de trabalho. Para se candidatar às vagas é preciso comprovar renda familiar per capita de até dois salários mínimos. Os interessados devem se inscrever no site e responder a um questionário socioeconômico. O regulamento completo do PSG está disponível em www.psg.senac.br. "Através da parceria com a Nuclep, o Senac pôde ampliar a abrangência de atuação e atender o município de Itaguaí. O principal objetivo da instituição é contribuir para a empregabilidade", explica Jacqueline Pires, gerente do Senac Campo Grande.

  • Nuclep se destaca no Congresso Internacional de Juventude Nuclear

    Reprodução: Jornal Atual
    O gerente de Riscos e Conformidades da Nuclep, Gustavo Pereira é também engenheiro nuclear e diretor de Comunicação Externa da Young Generation Network (YGN), órgão ligado ao The Nuclear Institute. Em março deste ano, representando a empresa, ele apresentou no Congresso Internacional da Juventude Nuclear 2020, em Sidney, Austrália, o artigo “Análise de Remolhamento de um Combustível em Placas Planas Utilizando o Modelo de Parâmetros Concentrados Aperfeiçoado”, que desenvolveu junto ao Programa de Engenharia Nuclear do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
    O artigo observa a recuperação de refrigerante no núcleo de um reator após um acidente grave, como os de Chernobyl, na Ucrânia em 1986; e o de Fukushima, no Japão, há nove anos. O estudo explora ainda o uso de placas planas utilizadas em embarcações como porta-aviões e submarinos de propulsão nuclear, além de reatores de pesquisa que necessitem de alto fluxo neutrônico.

    “O processo de financiamento foi extremamente rigoroso. Conseguimos a verba para apresentar o artigo e posteriormente, já no congresso, o estudo foi selecionado por um periódico bastante renomado na área,”

    Para Gustavo, o evento contribui para projeção internacional da Nuclep e sua expertise diferenciada no setor nuclear. “O processo de financiamento foi extremamente rigoroso. Conseguimos a verba para apresentar o artigo e posteriormente, já no congresso, o estudo foi selecionado por um periódico bastante renomado na área, o Journal of Nuclear Engineering and Radiation (Periódico sobre engenharia nuclear e radiação da American Society of Mechanical Engineers – Asme) para se tornar um paper, um artigo científico mais elaborado e mais complexo”, destacou Gustavo.
    Depois da divulgação do anúncio a empresa se pronunciou, afirmando que a Nuclep se orgulha de ser a única empresa do Brasil certificada com o selo Asme III, além de ser a única capacitada à manutenção e fabricação dos equipamentos nucleares mais estratégicos e importantes do país.

  • Trabalho de engenheiro da NUCLEP é destaque no congresso internacional da juventude nuclear na Austrália

    Reprodução: Petronotícias
    O Gerente de Riscos e Conformidades da NUCLEP, Gustavo Pereira, foi destaque no Congresso Internacional da Juventude Nuclear 2020, em Sidney, Austrália, onde apresentou o trabalho “Análise de Remolhamento de um Combustível em Placas Planas Utilizando o Modelo de Parâmetros Concentrados Aperfeiçoado.” Gustavo também é engenheiro Nuclear e diretor de Comunicação Externa da Young Generation Network – YGN- órgão ligado ao The Nuclear Institute. O trabalho que apresentou foi desenvolvido junto ao Programa de Engenharia Nuclear da COPPE/UFRJ.
    O artigo observa a recuperação de refrigerante no núcleo de um reator após um acidente grave, como os de Chernobyl, na Ucrânia em 1986 e o de Fukushima, no Japão, há nove anos. O  estudo ainda explora o uso de placas planas utilizadas em embarcações como porta-aviões e submarinos de propulsão nuclear, além de reatores de pesquisa que necessitem de alto fluxo neutrônico.
    Para Gustavo, o evento contribuiu para projeção internacional da NUCLEP e sua expertise diferenciada no setor Nuclear: “O processo de financiamento foi extremamente rigoroso. Conseguimos a verba para apresentar o artigo e posteriormente, já no congresso, o estudo foi selecionado por um periódico bastante renomado na área, o ASME Journal of Nuclear Engineering and Radiation para se tornar um paper, um artigo científico mais elaborado e mais complexo.” A NUCLEP é  a única empresa do Brasil certificada com o selo ASME III  (America Society Mechanical Engineer), além de ser a única capacitada à manutenção e fabricação dos equipamentos nucleares mais estratégicos e importantes do país.
     

  • Nuclep vê boas oportunidades de mercado na transmissão

    Reprodução: Tabocas
    Já consolidada nos equipamentos pesados para a área nuclear, a Nuclep vê na transmissão um promissora nicho de atuação. A empresa, que completou 60 anos recentemente, começou este mês a linha de produção para torres de transmissão e já conta com Neoenergia e Tabocas como clientes. A previsão é que em 2022 ela chegue a ter faturamento de até R$ 300 milhões. De acordo com Carlos Henrique Silva Seixas, presidente da Nuclep, a empresa desde a sua criação já contava com uma mão de obra bastante qualificada, o que facilitou a diversificação do negócio. “A expectativa é super positiva para esse mercado de torres”, afirma.
    O ministro Bento Albuquerque teve um papel importante nesse novo direcionamento. “Por já ter feito parte de conselho da Nuclep, quando ele assumiu a pasta das Minas e Energia, ele a tirou da alçada do Ministério de Ciência e Tecnologia e a levou para o MME. Ele já sabia dos problemas que a empresa tinha. Uma das tarefas que ele me deu foi que a Nuclep precisava aumentar o seu faturamento.”, explica.
    Seixas conta que a ida para o negócio da transmissão traz benefícios para a estatal, uma vez que ela passa a ter, além de mais uma receita, um produto ‘de prateleira’ que ela poderá fabricar todo mês e sempre. A produção dos equipamentos nucleares depende da do incremento do programa nuclear brasileiro, o que não acontece com os equipamentos de transmissão. “Esse mercado vai dar um faturamento contínuo para a gente, vai ser muito bom para a empresa”, avisa.
    A presença da Nuclep nesse novo nicho também será boa para o mercado. Segundo o presidente da estatal, há uma carência nesse mercado, com a demanda maior que a capacidade de absorção dos atuais players, o que justifica a entrada de mais um. “Não estamos roubando mercado de ninguém”, avisa. O retorno das transmissoras à entrada da Nuclep no mercado tem sido bom, na avaliação de Seixas. Ao visitarem a fábrica da estatal, todos se surpreendem com o parque fabril da Nuclep, que na opinião do presidente é um dos melhores. Seixas promete mais cinco novas máquinas, que vão elevar a produção de 12 mil toneladas para 30 mil toneladas.
    O diferencial na busca por novos clientes no mercado vai ser durante esse ao, com a correta execução dos contratos. A transmissão vai ocupar a mão de obra que estava ociosa na fábrica. No primeiro momento, são 48 funcionários da Nuclep, mas ele deve chegar a 107 até o fim do ano. “Não preciso fazer investimento, é ocupar a mão de obra que estava ociosa”, comenta Seixas. O executivo se anima ao prever a performance da estatal nos próximos anos no novo segmento.
    Na parte nuclear, a empresa aguarda a retomada das obras no canteiro da Usina de Angra 3 para poder prosseguir. Dois condensadores já foram entregues e o terceiro está em fase final de construção. A Eletronuclear pretende abrir uma licitação para escolher um parceiro que a possibilite concluir as obras, paradas desde 2015 por falta de recursos.
    Apesar de incluída no Programa Nacional de Desestatização do governo Federal, o dia a dia da empresa segue no ritmo da normalidade, segundo seu presidente. O BNDES está à frente do processo, que ainda está incipiente. Recentemente, o banco lançou licitações para levantamentos e auditorias. A partir daí o banco vai dar ao governo opções para a desestatização da estatal.

  • Nuclep vê boas oportunidades de mercado na transmissão

    Reprodução: Canal Energia
    Já consolidada nos equipamentos pesados para a área nuclear, a Nuclep vê na transmissão um promissora nicho de atuação. A empresa, que completou 60 anos recentemente, começou este mês a linha de produção para torres de transmissão e já conta com Neoenergia e Tabocas como clientes. A previsão é que em 2022 ela chegue a ter faturamento de até R$ 300 milhões. De acordo com Carlos Henrique Silva Seixas, presidente da Nuclep, a empresa desde a sua criação já contava com uma mão de obra bastante qualificada, o que facilitou a diversificação do negócio. “A expectativa é super positiva para esse mercado de torres”, afirma.
    O ministro Bento Albuquerque teve um papel importante nesse novo direcionamento. “Por já ter feito parte de conselho da Nuclep, quando ele assumiu a pasta das Minas e Energia, ele a tirou da alçada do Ministério de Ciência e Tecnologia e a levou para o MME. Ele já sabia dos problemas que a empresa tinha. Uma das tarefas que ele me deu foi que a Nuclep precisava aumentar o seu faturamento.”, explica.
    Seixas conta que a ida para o negócio da transmissão traz benefícios para a estatal, uma vez que ela passa a ter, além de mais uma receita, um produto ‘de prateleira’ que ela poderá fabricar todo mês e sempre. A produção dos equipamentos nucleares depende da do incremento do programa nuclear brasileiro, o que não acontece com os equipamentos de transmissão. “Esse mercado vai dar um faturamento contínuo para a gente, vai ser muito bom para a empresa”, avisa.
    A presença da Nuclep nesse novo nicho também será boa para o mercado. Segundo o presidente da estatal, há uma carência nesse mercado, com a demanda maior que a capacidade de absorção dos atuais players, o que justifica a entrada de mais um. “Não estamos roubando mercado de ninguém”, avisa. O retorno das transmissoras à entrada da Nuclep no mercado tem sido bom, na avaliação de Seixas. Ao visitarem a fábrica da estatal, todos se surpreendem com o parque fabril da Nuclep, que na opinião do presidente é um dos melhores. Seixas promete mais cinco novas máquinas, que vão elevar a produção de 12 mil toneladas para 30 mil toneladas.
    O diferencial na busca por novos clientes no mercado vai ser durante esse ao, com a correta execução dos contratos. A  transmissão vai ocupar a mão de obra que estava ociosa na fábrica. No primeiro momento, são 48 funcionários da Nuclep, mas ele deve chegar a 107 até o fim do ano. “Não preciso fazer investimento, é ocupar a mão de obra que estava ociosa”, comenta Seixas. O executivo se anima ao prever a performance da estatal nos próximos anos no novo segmento.
    Na parte nuclear, a empresa aguarda a retomada das obras no canteiro da Usina de Angra 3 para poder prosseguir. Dois condensadores já foram entregues e o terceiro está em fase final de construção. A Eletronuclear pretende abrir uma licitação para escolher um parceiro que a possibilite concluir as obras, paradas desde 2015 por falta de recursos.
    Apesar de incluída no Programa Nacional de Desestatização do governo Federal, o dia a dia da empresa segue no ritmo da normalidade, segundo seu presidente. O BNDES está à frente do processo, que ainda está incipiente. Recentemente, o banco lançou licitações para levantamentos e auditorias. A partir daí o banco vai dar ao governo opções para a desestatização da estatal.

  • NUCLEP se destaca no Congresso Internacional da Juventude Nuclear com artigo do Gerente Gustavo Pereira

    O Gerente de Riscos e Conformidades da NUCLEP, Gustavo Pereira é também engenheiro nuclear e diretor de Comunicação Externa da YGN, órgão ligado ao The Nuclear Institute. Em março deste ano, representando a empresa, apresentou no Congresso Internacional da Juventude Nuclear 2020, em Sidney, Austrália, o artigo ‘Análise de Remolhamento de um Combustível em Placas Planas Utilizando o Modelo de Parâmetros Concentrados Aperfeiçoado’, que desenvolveu junto ao Programa de Engenharia Nuclear da COPPE/UFRJ.
     
    O artigo observa a recuperação de refrigerante no núcleo de um reator após um acidente grave, como os de Chernobyl, na Ucrânia em 1986 e o de Fukushima, no Japão, há nove anos. Vale ressaltar que o estudo ainda explora o uso de placas planas utilizadas em embarcações como porta-aviões e submarinos de propulsão nuclear, além de reatores de pesquisa que necessitem de alto fluxo neutrônico.
     
    Para Gustavo, o evento contribui para projeção internacional da NUCLEP e sua expertise diferenciada no setor Nuclear. “O processo de financiamento foi extremamente rigoroso. Conseguimos a verba para apresentar o artigo e posteriormente, já no congresso, o estudo foi selecionado por um periódico bastante renomado na área, o ASME Journal of Nuclear Engineering and Radiation (Periódico de Engenharia Nuclear e Radiação da ASME) para se tornar um paper, um artigo científico mais elaborado e mais complexo", destacou.
     
    A NUCLEP orgulha-se de ser a única empresa do Brasil certificada com o selo ASME III, além de ser a única capacitada à manutenção e fabricação dos equipamentos nucleares mais estratégicos e importantes do país.

  • NUCLEP na mídia - Privatização pode trazer flexibilidade à Nuclep, diz CEO

    Reprodução: Valor Econômico - Rodrigo Polito
    Incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) teve sua previsão de privatização adiada pelo governo, de janeiro de 2021 para o segundo trimestre do mesmo ano, devido aos efeitos da crise. Para o presidente da Companhia, Carlos Henrique Seixas, a depender do modelo que for adotado pelo governo, o processo pode ser benéfico à empresa, cuja fábrica, localizada em Itaguaí, no Litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, completará 40 anos de funcionamento nesta semana.
     
    “O PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] vai decidir qual será a linha de ação a ser adotada. Ela poderá ser muito favorável para a empresa” afirmou o executivo, ao Valor. “O parceiro privado pode nos dar a flexibilidade que não temos. O fato de ter entrado no PND, dependendo do estudo que for feito e da linha de ação que for adotada, pode, sim, ser benéfico para a empresa. Vejo com bons olhos como algo que vai ajudar a empresa no futuro”.
     
    Principal fornecedora de componentes para a indústria de energia nuclear do país, a Nuclep aguarda a definição pelo governo para a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 e de outros projetos do tipo no futuro. Enquanto isso, a empresa diversificou sua atuação e iniciou  este mês a fabricação de torres para o segmento de transmissão de energia.
     
    Seixas explica que a entrada no setor de transmissão tem o objetivo de ampliar e garantir maior previsibilidade ao faturamento da estatal. A expectativa é que o faturamento cresça dos R$ 146 milhões previstos para este ano, para R$ 200 milhões em 2021 e R$ 300 milhões no ano seguinte, impulsionando principalmente pelo mercado de torres de transmissão, que possui demanda reprimida, fruto das concessões contratadas nos leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos últimos anos. A companhia já possui encomendas da empreiteira Tabocas e do grupo Neoenergia.
     
    “As torres de transmissão vão dar o faturamento mensal que precisamos para manter a empresa capacitada para construir os equipamentos para usinas nucleares e o submarino de propulsão nuclear da Marinha, que precisa de uma tecnologia que nós temos”, completou Seixas. Segundo ele, a Nuclep possui uma certificação americana que a credencia para fazer equipamentos e soldas especiais para o segmento nuclear.
     
    As torres de transmissão serão produzidas no parque fabril da companhia, situado em uma área de 1 milhão de metros quadrados. A capacidade da linha de montagem de torres, atualmente de 12 mil toneladas ao ano, deverá crescer para 30 mil toneladas por ano, em setembro, com a chegada de novas máquinas. O investimento na aquisição dos equipamentos foi da ordem de R$ 9 milhões.
     
    Em outra frente, a Nuclep está construindo uma parte do reator do protótipo do submarino de propulsão nuclear em desenvolvimento pela Marinha, cujo contrato foi assinado ano passado. A empresa também está construindo uma máquina de mineração de 1.600 toneladas para a Thyssenkrupp, uma torre de processos para a Petrobras e um condensador para Angra 3.
     
    Ele prevê tempos difíceis devido à crise. “Vejo duas vertentes [para a Nuclep]: a Marinha, com o submarino de propulsão nuclear, e as torres de transmissão. Para o restante, acredito que haverá retração”.
     
    Acesse: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/05/04/privatizacao-pode-trazer-flexibilidade-a-nuclep-diz-ceo.ghtml

  • Sustentabilidade: NUCLEP destinará seus resíduos orgânicos à compostagem

    Em 2018 foram gerados, no Brasil, 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos, sendo 40,5% despejados em locais inapropriados, segundo o Panorama dos Resíduos Solídos, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - Abrelpe. De acordo com o Ministério de Meio Ambiente - MMA, os resíduos orgânicos representam metade dos sólidos urbanos gerados no Brasil, que ao se decompor emite Gás Carbônico (CO2) e Metano, poluentes da atmosfera, além de contaminar o solo e o lençol freático, água contida no subsolo.
    Preocupada com o futuro do planeta, a NUCLEP acaba de dar mais um passo sustentável. A partir deste mês de maio, a VideVerde, empresa que coleta lixo orgânico no Rio de Janeiro, estará colhendo e destinando todos os resíduos gerados nos restaurantes da NUCLEP à compostagem, informa a Gerência de Meio Ambiente.
    A compostagem é um processo biológico de decomposição da matéria orgânica por meio de microorganismos que a transformam em um material semelhante ao solo, que se chama composto. Esta atividade promove a solução prática para a redução de lixo em aterros, enriquece a terra com os nutrientes, além de reduzir a contaminação de chorume nas águas subterrâneas e gases poluentes. A ação impede a emissão de 3 mil toneladas de CO2, o que equivale a 54 mil árvores crescendo em dez anos.
    Com o intuito de transformar os resíduos orgânicos em um composto rico em nutrientes para o cultivo de alimentos e plantas, a VideVerde converte o que era lixo em fonte de vida, substituindo os fertilizantes químicos. A NUCLEP distribuirá o composto gerado em forma de adubo para projetos socioambientais junto às escolas da rede municipal de ensino, localizadas em Itaguaí.
    Esta ação deve-se a Gerência de Meio Ambiente em cooperação com a Gerência Geral de Logística, que ao longo da semana está adequando os restaurantes para a melhor segregação e acondicionamento na área de produção de alimentos.
    A participação de todos os funcionários e colaboradores é fundamental para o andamento deste processo. Nos refeitórios estão localizados coletores de orgânicos, permaneça atento quanto ao descarte de alimentos. Despeje apenas restos de comida, cascas de frutas, caroços e frutas no respectivo coletor.

  • Marinha detalha os próximos passos de seu programa de submarinos para o ano de 2020

    Reprodução: Petronotícias - Davi de Souza
     
    O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil terá novos e importantes avanços ao longo de 2020. Nesta terça-feira (28), o Petronotícias publica uma entrevista exclusiva com o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. À frente do órgão desde o ano passado, ele detalha quais foram os avanços obtidos no primeiro ano de sua gestão e revela os próximos passos: a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”. Sobre submarino nuclear, Olsen afirma que o projeto “entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade”. O Almirante também contou que a Marinha está desenvolvendo a capacidade de projetar e construir pequenos reatores nucleares no Brasil. “Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia”, explicou.
     
     
    Almirante, gostaria de pedir que o senhor destacasse as principais atividades e avanços da DGDNTM ao longo do seu primeiro ano (2019) à frente do órgão.
    O ano de 2019 deu continuidade a avanços expressivos no âmbito do Setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, especialmente em razão de sua recente reestruturação. Esse processo promoveu a centralização do gerenciamento das atividades clássicas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), que passaram à subordinação do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ); bem como incorporou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), sob a responsabilidade do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), atribuindo maior eficiência de gestão para alavancar os projetos em andamento e agregando maior visibilidade junto aos demais atores de CT&I do País.
    Entre as realizações das ICT subordinadas ao CTMRJ, vale destacar a fabricação do Equipamento de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) MK3, que será incorporado ao programa de construção das Fragatas Classe Tamandaré; a instalação, os testes de aceitação bem-sucedidos de fábrica, porto e mar, e as autorizações de emprego do Sistema CISNE de sensores e navegação eletrônica em 18 navios da Marinha do Brasil; além da evolução da eletrônica do sonar EDO 997 (SONAT MKII) das Fragatas Classe Niterói e Corveta “Barroso”.
    Outro destaque foi a atuação efetiva do Laboratório de Geoquímica Ambiental do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) na análise e mapeamento da poluição por óleo ocorrida nas praias do nordeste brasileiro no segundo semestre de 2019.
    Na área de desenvolvimento do PNM, no âmbito do CTMSP, pode-se salientar a obtenção da licença parcial junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para o avanço da construção do vaso de contenção do reator do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que é o protótipo em terra da planta de propulsão do submarino com propulsão nuclear. Paralelamente, para viabilizar a construção do vaso de contenção, foi assinado um contrato com a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP), que também contou com a participação da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL).
    Adicionalmente, merece relevo a continuação das obras civis nos prédios do LABGENE, com a instalação do motor elétrico de propulsão (MEP) no interior do chamado bloco 20, que abriga os componentes do sistema de acionamento elétrico do eixo propulsor do protótipo.
    Ainda no que concerne ao submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR), destacam-se o êxito nos testes a quente da bomba de resfriamento do circuito primário do protótipo e a análise de duas propostas apresentadas pelo Naval Group, parceiro francês do PROSUB: a do projeto básico do Complexo de Manutenção Especializado (CME), que oferecerá apoio logístico e operativo ao SN-BR; bem como a proposta relativa às três seções de cais, às subestações e às centrais de utilidades dedicadas ao SN-BR que serão construídas na futura Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), no Complexo Naval de Itaguaí, Rio de Janeiro.
    Em 2019, também houve avanços no PROSUB, com a realização dos testes de aceitação de cais e a bem-sucedida imersão estática, que marcou o início dos testes de aceitação no mar do Submarino “Riachuelo”, o primeiro dos quatro meios com propulsão diesel-elétrica previstos no citado Programa. Ao mesmo tempo, houve a integração das seções do segundo submarino, o “Humaitá”, seguida da soldagem final e da união definitiva do casco, ocorrida em outubro de 2019. No âmbito do PROSUB, foi iniciado, ainda, o desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), que dotará o SN-BR.
    Tão importantes quanto as etapas cumpridas nos campos tecnológico e industrial foram os avanços na área da Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), no que diz respeito à elaboração do primeiro lote de normas de licenciamento do SN-BR e ao início da estruturação do Centro de Acompanhamento de Respostas a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), em estrito cumprimento aos requisitos definidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Paralelamente, a Agência obteve, com a sanção da Lei nº 13.976/2020, o amparo legal que necessitava para elaborar o arcabouço regulatório necessário ao licenciamento de meios navais dotados de propulsão nuclear.
     
     
    Pode nos detalhar um pouco do plano de ações para 2020?
    A DGDNTM elaborou para 2020 um Portfólio de Metas integralmente alinhado às diretrizes da Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) da Marinha. Desse Portfólio, na área do PROSUB, as ações planejadas mais relevantes são a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”.
    O documento prevê, ainda, a instalação e os testes de mar do sistema sonar ativo SONAT MKII a bordo da Fragata “Defensora” e da Corveta “Barroso”; a entrega do Simulador de Velame Aberto para Saltos de Paraquedas a Grandes Altitudes e também para Saltos Noturnos; o desenvolvimento de um sistema de comunicações submarinas de dados digitais; a finalização, pelo IEAPM, de uma série de estudos de oceanografia física na área marítima de Cabo Frio; e a fabricação do primeiro lote de propelente sólido do tipo compósito (“base bleed”) para munição naval.
    Na área do PNM, no que se refere ao LABGENE, estão previstas novas etapas da pré-instalação dos principais equipamentos no bloco onde serão instalados o reator e o circuito primário, denominado “Bloco 40”, além da instalação e montagem do vaso da contenção do reator em si. Também estão previstos o comissionamento de novas subunidades e sua integração com os demais sistemas da Unidade de Fabricação de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), no Complexo Nuclear e Industrial de Aramar, em São Paulo, além da produção do primeiro lote de pastilhas de combustível nuclear (UO2) para carregamento do núcleo do reator do LABGENE.
     
     
    O senhor pode nos atualizar sobre o andamento dos testes de mar do Submarino “Riachuelo”?
    Os testes estão sendo executados perseguindo-se a conformidade com o planejamento. Cabe ressaltar que, após o sucesso da imersão estática realizada em 2019, estão em curso os testes dos sistemas de propulsão e geração de energia do “Riachuelo”. Em seguida, serão realizados os testes de navegação na superfície e em imersão, seguindo-se os testes de Imersão a Grande Profundidade e o lançamento de torpedos eletroacústicos do tipo F21. Ao final dessa série de testes, o Riachuelo será transferido para o Setor Operativo da Marinha.
     
    Também gostaria de ouvir do senhor como estão os trabalhos no “Humaitá” (S 41). O lançamento dele ao mar ocorrerá neste ano?
    No caso do “Humaitá”, após a soldagem e a integração final do casco realizadas no ano passado, a próxima etapa envolve atividades de alta complexibilidade tecnológica em que se observa a integração de centenas de sistemas e equipamentos, para que o submarino possa ser lançado ao mar em dezembro deste ano.
     
    Para finalizar as questões sobre o PROSUB, pode nos detalhar também acerca do projeto de desenvolvimento do submarino nuclear? Em que fase se encontra?
    Concluídos os projetos conceitual e básico, o SN-BR agora entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade. Para este ano, está previsto o início da fabricação das seções de qualificação do SN-BR, com o objetivo de se obter a homologação de processos, instalações e de mão de obra que serão utilizados durante a construção.
    As seções de qualificação, vale lembrar, não farão parte do submarino, já que, propositalmente, serão submetidas a diversos ensaios destrutivos e não destrutivos que contribuirão para a qualidade e a segurança do projeto. Em paralelo, uma série de outras atividades previstas no processo construtivo do SN-BR continuarão sendo conduzidas, como as já mencionadas etapas sequenciais de trabalho no LABGENE e o enriquecimento isotópico e a fabricação do combustível nuclear para o submarino; o treinamento e qualificação dos futuros operadores da Planta Nuclear Embarcada (PNE); além do projeto e da construção, no País, de equipamentos para a PNE.
     
     
    Por fim, gostaria de um comentário sobre esse o momento atual do setor nuclear brasileiro. A tecnologia nuclear vem ganhando mais atenção no País. Ao seu ver, quais serão os benefícios para o Brasil a partir dessa postura?
    O Setor Nuclear Brasileiro teve um recente ponto de inflexão para o seu desenvolvimento com a retomada das atividades do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O CDPNB é um colegiado de alto nível, do qual participam onze ministérios, que tem como missão assessorar diretamente o Presidente da República no estabelecimento de diretrizes e metas para o desenvolvimento e acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, a fim de contribuir para o desenvolvimento nacional e para a promoção do bem-estar da sociedade brasileira. Ao longo de pouco mais de dois anos de retomada das suas atividades, o CDPNB tem produzido resultados satisfatórios. O primeiro e mais relevante foi a promulgação da Política Nuclear Brasileira (Decreto nº 9.600, de 5 de dezembro de 2018), utilizada como referência para a reestruturação desse estratégico Setor.
    Dessa forma, o CDPNB reúne atributos que o habilita a tratar de temas importantes que impactam no desenvolvimento tecnológico, com especial ênfase na inovação da área nuclear. Destaca-se como característica fundamental desse Comitê a visão ampla de macroprojetos acoplada à articulação interministerial, sob a égide do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para deliberações no nível político mais elevado.
    Contextualizando uma das áreas-alvo daquele Comitê, a Marinha do Brasil tem desenvolvido tecnologias visando ao domínio completo do ciclo do combustível nuclear e contribuído para a autossuficiência do País na produção desse material. A Marinha vem desenvolvendo também a capacidade de projetar e construir, no País, pequenos reatores nucleares que permitam o uso pacífico da energia nuclear para a produção de energia elétrica. Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia.
    Nessa vertente, a CNEN, com o apoio da Marinha e de universidades, iniciou um Projeto de Dessalinização Nuclear de Água, denominado DESSAL, utilizando o calor residual de um reator compacto. Os diferentes componentes do projeto poderão ser usados em prol das seguranças hídrica e alimentar, como já ocorre em países como Canadá, Rússia, Paquistão e Argentina. O DESSAL se mostra um caminho economicamente viável para resolver a escassez de água em nível nacional, já que o Brasil dispõe da sexta maior reserva de urânio do mundo e possui autonomia no enriquecimento e na produção de elementos combustíveis. Importante ressaltar que tais reatores, utilizados de forma modular, representam a tendência atual e estão no foco das atenções internacionais.
     Uma segunda possibilidade aponta para a conveniência da flexibilização do monopólio da União quanto à pesquisa e lavra de minérios nucleares. Foi proposta uma minuta de ato normativo para estabelecer os conceitos de “recurso estratégico de minério nuclear” e de “estoque estratégico de material nuclear”, alterando a redação do Decreto nº 90.857, de 24 de janeiro de 1985, cujo objetivo é flexibilizar o monopólio de exploração de urânio, até então sob o domínio exclusivo da União. Ações propositivas foram adotadas nesse sentido para dinamizar o setor de mineração em geral, como ocorrerá com Santa Quitéria, no Ceará. O Projeto Santa Quitéria é baseado em uma rocha fosfática com urânio associado. O produto principal será o fosfato, que será utilizado para fabricação de fertilizantes e ração animal, e o subproduto será o concentrado de urânio, que será entregue à INB para ser utilizado na fabricação do combustível nuclear para geração de energia elétrica. O empreendimento será realizado com capital privado, de forma controlada e fiscalizada, e em parceria com a própria INB, com perspectivas, segundo a estatal, de aumentar em 10% a produção de fosfato do País. Mas é relevante destacar que a Mina de Engenho, em Caetité, na Bahia, retomará as atividades de produção do “yellow cake”, matéria-prima para as etapas subsequentes de conversão e enriquecimento de urânio. Após ajustes operacionais realizados em 2019, a INB reduziu a dependência de recursos do Tesouro Nacional, diminuindo significativamente as compras de urânio no exterior e objetivando duplicar a capacidade de beneficiamento do urânio, que atualmente é de cerca de 400 ton/ano.
    Enxerga-se na área de segurança energética a terceira perspectiva de crescimento do Setor. Em fase final de definição do modelo a ser adotado para a conclusão de Angra 3, a busca de parceiros está nos últimos ajustes. Assim, espera-se que a assinatura do contrato e a retomada das obras ocorra no segundo semestre deste ano. Angra 3 deve começar a gerar energia em caráter de teste em 2025 e, em janeiro de 2026, deverá ser iniciada sua operação comercial, quando de fato fornecerá energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional. É oportuno salientar que o planejamento energético brasileiro prevê a construção de mais 4 gigawatts de capacidade instalada para geração de energia elétrica por usinas nucleares.
    Outro campo com expectativas de crescimento é o setor de medicina nuclear. O desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), fruto da parceria exitosa entre a Marinha, representada pela AMAZUL, a CNEN e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), é um bom exemplo. O RMB será destinado prioritariamente à geração de radioisótopos utilizados para a produção de radiofármacos, empregados na medicina nuclear, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de doenças como o câncer. Uma vez em operação, o RMB economizará divisas relevantes com a eliminação da importação daquela matéria-prima e ampliará o emprego da medicina nuclear às camadas menos favorecidas da sociedade, pois estima-se que somente 30% desses procedimentos contam com a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). Trará também considerável retorno social, com a geração de empregos de elevado nível de especialização nas regiões de Iperó e Sorocaba (SP). O RMB poderá, ainda, ser utilizado para testes de materiais e combustível nuclear.
    De modo similar, o êxito dessas parcerias se estende também a outros projetos voltados ao bem-estar social, como o desenvolvimento do irradiador de alimentos (beneficiando notadamente frutas e legumes), que tenham potencial para ingressar em mercados importadores, reduzindo significativamente sua perecibilidade durante o frete.
    No que se refere à segurança nuclear, amparada pela legislação, a Marinha ativou a Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), que vem a ser um órgão regulador e fiscalizador, o qual desempenha relevante papel no contexto do licenciamento nuclear e de segurança da plataforma de meios navais e de transporte de combustível nuclear.
    A indústria nacional, por fim e não menos importante, se beneficiará diretamente ao participar de todos esses empreendimentos, gerando emprego e renda no Brasil.

  • NUCLEP se destaca com pontuação de 80,68% como Empresa Cidadã

    O Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRCRJ) divulgou a análise da pontuação das instituições certificadas como Empresas Cidadãs em 2019, título que NUCLEP obteve em dezembro. A certificação, concedida junto às Federações das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan); e de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-RJ), atestou à NUCLEP a excelente média de 80,68% em ações implementadas nos processos administrativos e produtivos de diversos setores da NUCLEP e as boas práticas de responsabilidade socioambiental adotadas pela empresa em 2019.
     
    Na foto, com o presidente da NUCLEP, C. Alte Carlos Henrique Silva Seixas, o Gerente de Contabilidade da empresa, Francisco Viana, responsável pelos relatórios enviados. Viana, que também teve seu trabalho reconhecido com o Diploma de Mérito Contábil – Empresa Cidadã, celebrou a importância desse certificado para a empresa. “Ter um certificado como esse é mostrar como nos preocupamos em administrar o orçamento da NUCLEP com foco e investimento na própria sociedade, através do cuidado com a saúde, desenvolvimento social e ambiental sustentável,  dentre outros”, finalizou.
     
    A premiação, em sua 17ª Edição, além de estimular a sinergia entre as diversas áreas e setores, reconhece que as empresas, nos seus programas de investimentos e orçamentos, estão comprometidas com os problemas sociais e ambientais, contribuindo para o desenvolvimento não apenas de suas atividades econômicas, mas sobretudo da comunidade do seu entorno.

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